O reino de Deus no homem é feito de simplicidade.
Um Deus.
Um dogma: amor.
Um Senhor e Sacerdote: Jesus, o Cristo.
Uma fé a professar: o amor revelado no Evangelho.
Uma certeza a possuir: a Graça é sobre todos.
Uma responsabilidade: ser em verdade.
Uma missão: ser humano conforme Jesus.
Uma atitude relacional: interdependência.
Uma decisão necessária: independência para obedecer a Palavra.
Um fluxo a seguir: o meu em Deus.
Um mundo a buscar: aquele no qual cada um respeita e é respeitado, trata e é tratado como gosta de ser.
Um só tesouro: o que cabe no coração.
Um cônjuge: amor por todos, mas amor conjugal por um só.
Amar a todos os mais novos como se fossem filhos, e aos filhos como se fossem os únicos.
Amar aos pais como quem ama a Deus, mesmo que Deus errasse…
E, assim…
Buscar manter o coração longe de amores equivalentes em natureza, de valares conflitantes em essência, de tesouros opostos entre si, de ambições antagônicas, de preocupações desnecessárias, de sofrimentos tolos e caprichosos, de relacionamentos que não abençoam, de escolhas que excitam, mas não pacificam; e de toda sorte de loucura que envolva crer que aquilo que é mal, em você não é tal ruim assim; que sua traição é a mais nobre que existe; que suas ambições são suas e assim não são antagônicas; que a injustiça é a justiça não estar em suas mãos; e que a um malabarismo bondoso nem Deus resiste.
Mas na era da fragmentação de todas as coisas, quem almejará a simplicidade de ser?
Bem-aventurado o homem cuja mente está em mim — diz o Senhor.
Nele, que nos chamou a uma só coisa,

Caio Fábio é escritor e psicanalista